A dissonância dos nossos caminhos, aperfeiçoam minha observação. E isso tudo só te dá prazer pelo quase 1/4 de século que superficialmente esboça maturidade e compreensão. Qualidades difusas em mim.
Mas são apenas metáforas sem sentido.
Meu tempo já passou. O que acontece agora, é que o vento norteia um caminho com o ar pouco mais rarefeito,e provavelmente depois de tantas experiências que eu já vivi - ou que deixei de viver - creio que o pulmão acostumou-sea se estreitar. Faltou fôlego por diversas vezes. Faltou ventura, disposição.
O tempo massacrou demais as minhas costas, mas não posso repreendê-lo por isso. A tarefa do tempo, é passar. A minhaé descobrir a fórmula anestésica pra que ele me contemple com sua generosidade.Peço-lhes desculpas por não me fazer compreendido. Hoje só existe uma pessoa com quem eu quero conversar.E só uma pessoa que saberá conduzir o meu diálogo ao entendimento. E ela mora longe, mas também mora comigo.
E toda vez que penso ter certeza do caminho que seguirei na minha vida, é ela quem faz com que eu mude todos os planos. Perso... na... l.. a força acabou, juntamente ao meu último copo de uísque. O sono bateu, a tristeza também. São dias de miséria no coração dos errantes. E eu sou um errante.
Quero saborear um pouco de luz. Mas a luz não vem, e a pessoa não vem, e eu não venho. E nada vem. Não me entendo mais. Mas tem gente que se alimenta de luz. Eu quero encher o meu prato. Cadê o cardápio? Fome. Sede. Cheiro de sepulcro, cheiro de cinza e de morte. Fim.
