segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O pior do males

Na linguagem de Alberto de Oliveira pude observar que algo notável e bonito como a própria esperança – pode vir a ser desastrosa. E ninguém melhor do que eu, que vivo esse momento, para relatar tal sofrimento e angustia de ter perdido algo que declarava ao mundo como virtude. Virtude constante, algo que faz com que rutilasse o olhar incentivado pela modéstia. Pensei que se não retirasse minha vontade da inércia, viveria de pequenas porções de esperança acrescidas de investidas constantes de alegria. Escrever aqui hoje, significa um pouco mais do que me expressar para os outros, já que falamos de linguagens e nem todos entendem a minha linguagem, eu falo num dialeto diferente, frio e mordaz. Um dialeto que muitos conhecem intimamente, outros pela superfície e outros estão na fila. O dialeto do sofrimento, da dor, da angustia. Abriram a minha caixa de pandora, portanto algumas pessoas que estão ao meu lado perecerão por algum tempo na minha indiferença. Tenho vontade de revolucionar, revolucionar o que diz respeito a minha vida. Fazer o que fizeram os Judeus no campo de concentração de Treblinka, o problema é que no final das contas ao se unirem aos poloneses também tiveram seu fim consumado, afinal de contas a Polônia também tinha interesse em dizimá-los. Está difícil, correr pra se salvar ou simplesmente deixar passar os maus ventos. O açoite é maior, se a resistência é grande. Correr contra o vento é cansativo, favorecê-lo pode não ser o mais eficiente, mas é o mais aceitável. E assim eu vou vivendo não sei como, nem porque, nem onde, nem quando, pois a esperança não voou, e para quem sofre ela é o pior dos males que há no mundo, pois dentro os males é o que mais engana.