Ignorância, demasiado cortejo, hipocrisia, roubo, sarcasmo e metáforas.
Esses são os 6 fantasmas que ultimamente ficam à espreita na janela do meu quarto, esperando a hora em que eu finalmente tome a iniciativa de desligar o televisor. Esses fantasmas me açoitam, e tiram de mim, a pouca serenidade que havia em meu ser, para transformar em um vil sentimento pelo próximo, beirando inclusive o desprezo. Penso nesses fantasmas em ordem de importância, eles vem para tirar o meu sossego. Deixei com que brincassem com minha cabeça, meus sentimentos e até com o meu coração. Eu não entendia realmente a essência unilateral de cada um desses fantasmas. À primeira impressão, porém, consegui notar que todos união-se à degradação dos sentimentos. Degradação das virtudes mais belas e desprovidas da fé, que só remete à compreensão humana, e ela era favorável e mesmo que sem fé, continuava bela e era responsável por produzir o júbilo em meu coração.Eis aqui o que sei sobre esses fantasmas, não em ordem de importância – mas no que tem especulado o meu coração agora mesmo:
Ignorância: É a principal arma do homem nomeado malandro. Finge-se de morto, para ganhar sapato novo. Porém, os inteligentes de hoje, também são malandros, essa que seria uma das maiores defasagens da nossa geração, talvez triunfará como salvação.
Demasiado cortejo: Agradar a tudo e a todos. Um dia seremos enterrados por esse cortejo. Há uma teia por trás dessa conduta cavalheira para com todos, e as pessoas de diferentes áreas sofrem por total divergência. Seja política, econômica, social ou religiosa. Não se pode se dar bem com todo mundo.
Hipocrisia: Falar e agir demonstrando que ama, o que não ama. Que teme o que não teme. Que afaga o que lhe é desprezível, também age procurando ser ignorante, mas o hipocrita disfarça bem essa ignorância, as vezes sendo chamado de inocente, e por conseguinte ser inocentado por seus atos de inclinação momentânea. Sant* d*sgosto.
Roubo: O Pior dos fantasmas, não o roubo material. Mas o roubo de idéias, o roubo da raíz. Usa-se a conversa dos outros, para ganhar território e fama. Ostenta palavras que não são suas. Faz pose para fotos com o nariz inclinado pra cima. E, como na vida real, bem diferente da novela, acaba se dando bem por isso. Não cumpre pena, afinal de contas, plágio, não é caracterizado roubo, é apenas difamado moralmente, e quem hoje, tem tal virtude?
Sarcasmo: Usa-se o sarcasmo para apedrejar nossos algozes. O sarcarmos é um fantasma perigoso, porque nem todo mundo é inteligente o suficiente pra entender, e sentir-se ofendido com isso, por conseguinte levando a afirmativa ao pé da letra. Mas o homem sarcástico, sabe usa-lo! Normalmente com precisão! Sem hesitar, só há de titubear, se em sua frente, houve um homem que possa rebate-lo.
E por fim as metáforas:
Usadas para ludibriar homens e mulheres desprovidos de conhecimentos filosóficos, lógicamente que as metáforas , não só existem nessa área, mas é comum que o aprendizado demasiado venha deles. Normalmente é usado apenas quando há certeza do sucesso, para demonstrar inteligência, ou fazer a cobertura de falhas, ou até mesmo para demonstrar alguém que não fora bem instruído, e eleva-lo à um grau de superioridade maior. Por meios mais fáceis de impressão. Eis os fantasmas que não deixam que eu seja servo das minhas virtudes mais nobres, eis o mal que peca sobre o meu ser.E nem por isso faço menção de excomunga-los. Em certa fora, creio eu que até gosto de aprender com eles.
