segunda-feira, 25 de junho de 2007

Ignorância vira lápide

A ânsia por conhecimento é muito vaga,
Ignorância integral, forjada e impressionante,
O cérebro embaraça de forma dissonante,
Tantas almas, com repugnância se paga,

O saber é bem escasso, mas contemplas a admiração,
Assusta-se aquele que se depara com tal desenvoltura,
Para decifrar é preciso muita lucidez, desafiar a própria ventura,
Só que no fundo, somos ignóbeis, em anelo com o chão.

Jogados ao solo imundo vemos a essência da verdade,
Que não somos de princípios, nascemos do covarde -

Falar e repetir dos outros; instinto letal e desleal,
Cansado de viver de moral alheia,
Principiar-lhe-emos, por derrubar a imundice feia,
Alegoria mais bela da alma, faz dissipar como punhado de pó e sal.