quarta-feira, 23 de maio de 2007

Sócrates, o que não é o corintiano, tremeria no tumulo se soubesse que...

Ao invés de aumentar o número de filósofos, pensamentos inteligentes, íntegros, construtivos e de extrema importância para a humanidade, na filosofia aumentaria somente as pessoas que apenas dão aula de filosofia, desprovidas do livre pensamento e da paixão por descrever a vida. Talvez essa ‘nova’ era que já não é tão nova tenha inspirado a frase irônica de Goethe que diz que: “Todas as idéias inteligentes já foram pensadas; é preciso apenas tentar repensá-las”. É lógico que as idéias inteligentes nunca irão terminar, mas o que temos visto nos últimos séculos são frases, pensamentos, idéias, planejamentos vazios baseados somente no que já foi dito anteriormente por outras pessoas, apenas complexando frases e afirmação que deveriam ser o mais simplista possível. Não existe mais a emoção do livre pensador e nem a interação, o pacto com o trabalho do filosofo que é exatamente esse. O trabalho que não é apenas proferir belas palavras, com sentido inteligente, até porque a filosofia maior está na simplicidade em frases de 4 palavras. O que o filosofo contemporâneo não tem êxito, é na prática da atuação juntamente as frases. Não existe mais o tempo perdido para interagir com a filosofia. As pessoas julgam perda de tempo, deixar de lado 3 ou 4 horas para ler filosofia, entender pensamentos, ler livros de exímios pensadores como o próprio Goethe, Nietchzsche, Aristóteles, Spinoza, Platão, Karl Marx entre outros, lógico que cada um com sua especialidade, mas um pouco de cada, pode tornar-lo uma pessoa mais voraz por conhecimentos. Às vezes você pensa em coisas obvias, sem sentido, que parecem idiotas, mas pesquisando vê que pensadores intelectuais já pensaram o mesmo. E que faz total sentido. Infelizmente a vida tem sido automatizada desde a hora que acordamos, até a hora que dormimos. Deveríamos surpreender a nós mesmo, lendo um belo livro de filosofia no intervalo que há entre nossas ocupações. Não podemos deixar Sócrates chateado por nossa desvalorização filosófica se ainda estivesse vivo, diria: - Viva ao livre pensamento. Viva ao livre pensador; ou seja, nós!